Autoria
Catarina Paranhos
Curso
Licenciatura de Fotografia
Resumo
PT
Este projeto fotográfico investiga o retrato como ferramenta de afirmação
política e reflexão sobre a condição feminina na sociedade contemporânea.
Através de uma abordagem colaborativa com mulheres entre os 16 e os 88 anos,
o trabalho reflete sobre experiências comuns de desigualdade, revelando a
transversalidade da opressão de género. Com base no entendimento de David
Bate do retrato como “evento semiótico para a identidade social”, esta série de
fotografias propõe uma representação do feminino a partir da interação entre
fotógrafa e retratadas, assim como a autorrepresentação, reforçando o caráter
íntimo e crítico do trabalho. Num mundo de avanços tecnológicos, mas
retrocessos ideológicos quanto à igualdade, esta série fotográfica posiciona-se
como um gesto de resistência, colocando o retrato ao serviço da consciência
feminista. O título remete ao desconforto constante que tantas mulheres ainda
vivem.
EN
This photography project investigates portraiture as a tool for political
affirmation and reflection on the female condition in contemporary society.
Through a collaborative approach with women aged between 16 and 88, the
work reflects on common experiences of inequality and reveals the transversality
of gender oppression. Based on David Bate’s understanding of portraiture as a
“semiotic event for social identity”, this series of photographs proposes a
representation of the feminine based on the interaction between photographer
and subject, as well as self-representation, reinforcing the intimate and critical
nature of the work. In a world of technological advances but ideological setbacks
regarding equality, this series of photographs positions itself as a gesture of
resistance, placing portraiture at the service of feminist consciousness. The title
refers to the constant discomfort that so many women still experience.
















